quinta-feira, 8 de abril de 2010

Nascimentos - 08 de Abril

Em 08/04/1962: Nasce Izzy Stradlin (Guns N' Roses). 48 ANOS

Em 08/04/1963: Nasce Julian Lennon. 47 ANOS

Fatos importantes - 08 de Abril

Em 08/04/1971: Ringo Starr lança na Inglaterra "It Don't Come Easy"

Em 08/04/1970: Estréia na Inglaterra o filme "Woodstock".

Em 08/04/1973: Estréia o documentário "Journey through the Past" de Neil Young

Em 08/04/1977: The Damned é a primeira banda punk britânica a tocar nos EUA

Em 08/04/1974: Paul McCartney lança nos EUA um compacto com "Band On The Run"

Em 08/04/1977: Lançado na Alemanha "1962: The Beatles Live! At The Star Club In Hamburgo"
Lançado na Alemanha o álbum "1962: The Beatles Live! At The Star Club In Hamburgo", trazendo uma gravação da turnê do grupo por aquele país.

Em 08/04/1994: "Dark Side of the Moon" anunciado como o quarto álbum mais vendido da história

08/04/03 - Stones lotam show na Índia e vendem lingerie
Apesar da chuva, mais de 30.000 pessoas estiveram presentes na primeira apresentação que o pessoal do Rolling Stones fez na Índia na última sexta-feira (03/04), e foram premiadas com um set de mais de duas horas de duração, recheado de clássicos da banda.
E agora as fãs do grupo podem levar sua paixão para a intimidade, pois está à venda no website oficial uma coleção de lingeries femininas desenhadas pela Agent Provocateur, grife londrina especializada no ramo, trazendo desde calcinhas até camisolas, todas adornadas com o famoso logo da língua. O problema são os preços, que variam entre quarenta e trezentos dólares!

08/04/03 - Fitas de áudio de Lennon e sua enteada serão leiloadas
DENVER (Reuters) - Ele era um dos maiores astros do rock mundial e ela era apenas uma garotinha de 5 anos em 1969, quando eles se sentaram no chão e contaram histórias um para o outro com o gravador ligado .
Soa como uma atividade familiar comum, mas o homem era John Lennon e a garotinha era Kyoko Cox, a enteada que ele pouco conhecia.
Em 1969, os fãs temeram que os Beatles pudessem acabar. Mas, em lugar de comparecer à sessão de gravação marcada para a banda, Lennon tinha ido à Dinamarca com sua segunda mulher, Yoko Ono.
Eles foram ao país para visitar o ex-marido de Ono, o artista de vanguarda Tony Cox. Cox tinha apresentado Lennon a Yoko numa das exposições dela.
"Cox me disse que aquele foi o pior erro de sua vida", comentou Chris Lopez, o proprietário atual das fitas.
Ele tinha razão. Lennon e Ono se apaixonaram. Yoko se divorciou de Cox e seguiu-se uma briga acirrada pela guarda de Kyoko.
Por isso tudo, deve ter sido com alguma dose de receio que Lennon e Ono foram até a fazenda de Cox na Dinamarca sem anunciar a visita de antemão.
Durante as semanas seguintes, Lennon pôde conhecer sua enteada e gravou seis fitas de áudio das conversas que teve com ela. Nas fitas, o ex-Beatle canta, toca violão e chega a referir-se a Yoko Ono como "a rainha".
Percebendo que essas fitas algum dia teriam valor, Cox as guardou até 1995, quando as vendeu a Lopez, que vive em Denver, dizendo que o preço não devia ser divulgado.
Naquela época Cox estava vivendo em Denver trabalhando num filme. Ele e Lopez ficaram amigos. Quando Cox precisou de dinheiro e ofereceu as fitas a Lopez, este as aceitou na hora.
"Eu sabia que era uma coisa de valor", disse Lopez.
Das seis fitas gravadas, Lopez já vendeu quatro. Agora ele está oferecendo em leilão as duas últimas que, juntas, somam cerca de 45 minutos. As fitas estão disponíveis na MastroNet Inc., que leiloa objetos colecionáveis de alto valor.
Lopez diz que não ouviu as fitas muitas vezes. "A sensação é estranha", explicou. "É como ouvir uma voz que saiu do túmulo"
John Lennon foi morto a tiros por um fã enlouquecido em Nova York, em dezembro de 1980. Nas fitas, Kyoko -- hoje adulta e professora em Denver -- conta suas histórias a Lennon.
Preocupado com o uso de drogas na casa de Lennon e Ono, Cox fugiu com Kyoko. Yoko Ono passou 15 anos sem ter notícias de sua filha.
O porta-voz dela, Elliot Mintz, disse: "Yoko e sua filha voltaram a se encontrar há vários anos".

08/04/03 - Paul explica mudança em créditos de músicas
Paul McCartney, que cancelou um de seus shows na Inglaterra este final de semana por causa de uma gripe, deu uma resposta aos críticos ao explicar que a decisão de inverter o tradicional crédito das músicas dos Beatles de "Lennon-McCartney" em seu novo álbum não foi uma ofensa ao seu amigo de banda e sim de "colocar o registro corretamente".
Em uma entrevista aos jornal britânico Daily Mirror, McCartney disse que ele estava simplesmente "deixando o público saber que as canções que canta hoje são suas próprias". Ele diz que não tem dúvidas de que John Lennon - assassinado por um fã em Nova York 23 anos atrás - entenderia a decisão.
"A questão é que sei o que compus e John também", disse o ex-beatle ao jornal. "Não estou fazendo nada de errado. Havia um acordo entre nós de que se algum de nós quisesse, poderíamos inverter o 'Lennon-McCartney'", continuou o músico.
E McCartney descartou as reclamações de fãs dos Beatles de que ele estaria manchando a imagem de Lennon. "A coisa saiu como se eu estivesse tentando sapatear sobre o túmulo de John, o que é uma pena, pois sou seu maior fã", afimar McCartney.
"Eu sou o cara que melhor conheceu ele. Eu odeio quando pessoas começam a pensar que estou tentando sacaneá-lo". McCartney tem apresentado 22 músicas dos Beatles em cada um de seus shows em recente turnê, quase o dobro do que a própria banda tocava em seus shows na Inglaterra.
Além de clássicos como All My Loving, Can't Buy Me Love e She's Leaving Home, McCartney toca vários hits de sua carreira solo e com a banda Wings.
Todas essas músicas foram capturadas em um disco ao vivo, que em dezembro de 2002 disparou uma briga entre o beatle e a viúva de Lennon. Ono teria considerado entrar com uma ação legal depois que McCartney trocou a ordem dos créditos das músicas para "McCartney & Lennon", uma atitude que ela diz contrariar um acordo de 40 anos.
Seu assessor, Elliot Mintz, disse a Reuters que Ono repetidamente rejeitou os pedidos de McCartney para inverter os créditos alegando que "acordo é acordo". Mas McCartney, que há muito reclama que Lennon, por exemplo, não teve qualquer interferência no hit Yesterday, quer que as canções sejam justamente creditadas.
"Eu pessoalmente não vejo mal algum em ver músicas de john como Strawberry Fields e Help serem creditadas como 'Lennon & McCartney' e minhas músicas como Let it Be e Eleanor Rigby serem creditadas como 'McCartney & Lennon'", disse o cantor e baixista no ano passado.
Em entrevista ao Mirror, ele reafirmou esse ponto: "Não estou sendo cabeça-dura. Estou somente pedindo que pelo menos uma única vez em 30 anos meu nome seja invertido como um prêmio". A turnê de 16 países de McCartney já chegou à Inglaterra e vai depois para Copenhagen, Estocolmo, Viena e Antuérpia.
A turnê arrecadou US$ 70 milhões na América, quebrando recordes em 21 cidades, recebendo o título de turnê do ano da Billboard e tornando o ex-beatle a celebridade mais bem paga do planeta.

08/04/04 - Kelly Garni: ’Randy Rhoads não era feliz com Ozzy’
Em entrevista ao The-Fuze.net, o ex-baixista do Quiet Riot Kelly Garni ligou o ventilador contra Ozzy e Sharon Osbourne. Segundo ele, o saudoso Randy Rhoads não estava feliz na banda do Madman e era ameaçado quando dizia que queria sair [N. do E.: Harni e Rhoads eram da formação original do Quiet Riot, ao lado do vocalista Kevin DuBrown e do baterista Drew Forsyth]. Confira o que baixista tem a dizer:
"Randy já não estava feliz no fim e queria sair. Há muitas rusgas entre mim e Ozzy justamente porque eu falo o que penso. Ele e Sharon passam a imagem amorosa: 'Randy poderia sair a hora que ele quisesse. O que ele quisesse, estava decidido. Tudo para vê-lo feliz, que era o mais importante de tudo'. Palhaçada, palhaçada e palhaçada. Eles não queriam liberá-lo do contrato. Eles o ameaçavam... Ozzy o agrediu quando ele disse que queria sair. Dois dias antes da morte de Randy [N. do E.: o guitarrista faleceu num desastre aéreo em 19 de março de 1982], Ozzy deu um soco em seu rosto, durante um café da manhã.
"Eles tinham certeza de que não o perderiam, mas não se importavam com sua felicidade. E quem o deixaria ir embora? Randy era um grande guitarrista, um garoto bacana, bastante responsável... Eu não posso culpá-lo por isso, mas a verdade é que quando chegava a hora de ele tentar pular fora, eles jogavam pesado. Tornou-se uma situação muito infeliz. Randy era o tipo de pessoa que não gostava de magoar os outros, não gostava de confrontar ninguém. Acredito que ele se contentava com um 'Bem, estou mesmo preso aqui'. Li algumas cartas que ele escreveu, e ele escreveu sobre o assunto ao [ex-vocalista do Quiet Riot] Kevin [DuBrow] mais do que a qualquer outra pessoa. Ele imaginava que Kevin pudesse lhe aconselhar melhor.
"Kevin fez algumas cópias dessas cartas. Randy estava frustrado na banda [de Ozzy]. Ele nem ao menos gostava de alguém no grupo... Randy e [o ex-baixista do Quiet Riot e à epoca tocando com Ozzy] Rudy [Sarzo] nunca foram próximos um do outro. Rudy era ao menos uma conexão ao passado de Randy, é um cara legal, mas não realmente um dos... ' amigos do Randy', acredito que essa seja a melhor maneira de dizer. Não acredito que Randy tinha algum bom amigo na banda, ou mesmo um aliado. Rudy tem uma tendência de cuidar apenas de seus próprios negócios, assim Randy estava mesmo preso. É estranho que para sair do grupo ele precisasse ter morrido. Você quase pode dizer que era a única maneira de ele cair fora. Eles nunca o deixariam ir".

Iron Maiden: finalizadas as mixagens de "Final Frontier"
Em seu diário, o produtor Kevin Shirley confirmou que terminou as mixagens do novo álbum do Iron Maiden, “The Final Frontier”. O texto ainda mostra o espanto de Steve Harris ao ouvir como era boa a música da banda BLACK COUNTRY (nome provisório) e disse que esse tipo de música que o fez começar com o Iron Maiden nos anos 70. Veja:
“Sim, você está correto, eu tenho sido negligente em atualizar este diário. Obrigado pela paciência e pelos e-mails. A verdade é que eu estou muito, muito ocupado. Há um pouco de tempo hoje, então eu estou no sofá. Eu não estou odiando isso, apesar da carga de trabalho, como eu estou lutando contra um ataque de gripe, sem dúvida causada pelo trabalho, isso é como uma pausa para o almoço!
Na verdade, eu estou bem no meio de terminar as mixagens do álbum de estréia da banda provisoriamente conhecida como BLACK COUNTRY e correndo contra o tempo! No mês passado eu terminei todos os vocais e a mixagem do novo álbum do Iron Maiden, 'The Final Frontier', no meu estúdio. Eu também mixei um álbum de material de um artista solo, que sairá da toca quando lhe convém, e eu tenho seguido e estou terminando o trabalho do BLACK COUNTRY. Glenn Hughes cantando no quarto comigo era extraordinário, como ele pode ser um dos melhores vocalista que eu já trabalhei e tenho trabalhado com os melhores – Steven Tyler, Steve Perry, Lou Gramm, Chris Robinson, Bruce Dickinson, Robert Plant, para citar apenas alguns. É uma coisa muito emocionante, muito cru, muito básico, e 95% foi capturado ao vivo. Bem, entre todos os seus horários, não houve tempo para fazer muita coisa, mas eu acho que ficou positivo, é muito legal. Steve Harris ouviu algumas músicas e ficou chocado, ele disse que 'este é o tipo de música que me fez querer tocar em primeiro lugar. Vou comprá-lo agora…'. A banda tocou em um show em Riverside, CA, pela primeira vez em meados de março, e foi uma coisa muito emocionante!”

Metallica: por que 9 entre 10 fãs odeiam “Load” e “Reload”?
Ambos os álbuns são um verdadeiro desfile de pesados riffs absolutamente animais e de melodias carregadas de feeling! Contudo, “Load” e “Reload” não podem ser rotulados como obras de thrash metal, o que faz dos discos uma verdadeira heresia para os fãs conservadores do Metallica, predominantemente thrashers, curtidores de Anthrax, Slayer, Megadeth, Overkill, Testament ou Exodus. Bebedores de gasolina pura, com o termo "old school" tatuado em suas testas. Seres carnívoros, homens maus e sem lei! Beber uma cerveja, para esses caras é o mesmo que beber água! Então, porque “Load e “Reload” deveriam descer?
Já que, em português, os álbuns se chamam “Carregar” e “Recarregar”, eu digo que a banda acertou seu alvo em cheio. Não há do que reclamar, exceto – como dirão os thrashers – pelo fato de que não há thrash metal. Mas, e daí? Se nos detivermos a avaliar um disco apenas visando o conceito “música boa”, em minha opinião, “Load” e “Reload” estão absolutamente aprovados.
O Metallica mudou, é verdade. Saiu do thrash raivoso de “Kill’Em All” (1983) para o thrash com pitadas de melodia de “Ride The Lightning” (1984). Aliás, quando “Ride...” foi lançado, alguns fãs devem ter torcido o nariz para “Fade To Black”, não? Afinal, é praticamente uma balada! Isso não é thrasher, logo não é bom, segundo o raciocínio radical que desaprova qualquer sintoma de mudança e ousadia numa banda. Já em 1986, sai “Master Of Puppets”, o melhor álbum da banda, segundo, praticamente, todo mundo que vale o feijão que come (bem, eu não valho o feijão que como, pois meu favorito é o “Black Album”, de 1991). “Master...” é um trabalho pesado, com guitarras nervosas, solos matadores, riffs destruidores e uma genialidade em composição sem igual, até então. O posterior, “...And Justice For All” (1988), é ainda melhor trabalhado e mais sólido, em minha opinião. Na época, o disco foi tachado como “comercial”, mas, eu pergunto: onde está o comercial em “...And Justice For All”? Rá! Como se eles tivessem começado a tocar algo semelhante a Erasure ou A-Ha, quando, na verdade, “...And Justice...” é outro desfile de riffs magníficos e de criatividade musical. O que temos aqui é uma evolução musical que deveria ser apreciada por qualquer fã de música.
Em 1991 veio a tragédia para os conservadores de plantão: “Black Album”, que trazia algumas das “piores” coisas para um thrashers: baladas, como “The Unforgiven” e “Nothing Else Matters”, que soaram como água benta para um vampiro, na opinião dos saudosistas. Mesmo tendo petardos como “Sad But True”, “Wherever I May Roam”, “Of Wolf And Man” ou “The God That Failed”, o album é, até hoje, desmerecido pelos fãs da fase clássica, porém, adorado por uma grande legião de outros fãs, e eu estou incluso neste grupo.
Aí, após 5 anos sem nenhum álbum de estúdio inédito, chegam às prateleiras, em 1996, “Load”. Disco no qual, Hetfield, Ulrich, Hammet e Newsted aparecem de cabelos curtos no encarte, o que já era, em princípio, sinônimo de sacrilégio. E, pior: o álbum não tinha nada a ver com a inicial e adorada fase do grupo. Mesmo tendo feito a alegria de grande parte daqueles que aprovaram “Black Album”, “Load” é, até o presente, estigmatizado por uma expressiva parte dos fãs do grupo. A catástrofe se confirmaria (ainda mais) quando seu "irmão", “Reload”, chegou no ano seguinte, trazendo um som na mesma linha de seu antecessor.
A mentalidade que desaprova mudanças e prefere que sua banda do coração fique 100 anos fazendo a mesmíssima coisa, sequer vislumbra a possibilidade de colocar os álbuns para tocar e analisá-los com outros olhos.
Eu sou um homem que acredita em mudança. Como diria Timothy Leary, “você é tão velho quanto a última vez que mudou de opinião”. O lema contracultural (âmbito de expansão do rock n’roll) prega que a mudança é a única constante da vida. E fico feliz quando vejo uma de minhas bandas favoritas inovando e ousando, independente de se as pessoas aplaudirão ou vaiarão. Eu gostaria, sinceramente, de ver esse peito e coragem no Iron Maiden, por exemplo.
Olhemos os melhores momentos que compõem os álbuns resenhados: “Ain’t It My Bitch”, “2x4”, “The House of Jack Built”, “Until It Sleeps”, “Hero Of The Day”, Bleeding Me”, “Wasting My Hate”, “Thorn Within”, “The Outlaw Torn”, “Fuel”, “The Memory Remains”, “Devil’s Dance”, “The Unforgiven II”, “Slither”, "Where The Wild Things Are", “Prince Charming”, “Attitude”, etc. O que temos aqui? Temos riffs mais focados em hard rock com uma extra carga de peso. Temos melodias! Temos James cantando, ao invés de estar gritando. Temos bons solos de guitarra, temos boas produções, temos uma banda que cultiva o espírito da inovação. Então, por que tudo isso pode ser ruim? Por que essas obras foram jogadas na sarjeta pela grande maioria de fãs conservadores? Eu respondo, repetindo: porque não é rotulado como “thrash”. Simples demais, não é?
Sim, pode ser que o Metallica tenha pendido para um lado mais comercial. Verdade, lá não há thrash. E eu, cultivando meu senso crítico, repudio com veemência obras comerciais feitas somente para que seus autores tenham os bolsos cheios de dólares. Contudo, amo incondicionalmente a boa música e sou um entusiasta do espírito que encoraja mudanças!
Kerry King , do Slayer (o homem que sonha conhecer Lúcifer até hoje também tem direito a ter sua opinião), pode ter dito que os álbuns “não têm potência”. Mas o que seria potência pra ele? Thrash? Solos feitos na maior velocidade que um ser vivo pode atingir? Letras sobre o demônio, sobre morte, sobre os campos de concentração de “Auschwitz”? Que se dane! Passar na avaliação da MTV, Kerry King, ou dos maníacos thrashers não faz a mínima diferença se você está caçando boa música, bom rock n’roll! Aliás, quero frisar que não estou menosprezando o thrash metal, pois aqui há um fã de Testament, de Metallica old school, de Megadeth, de Slayer (sim!) e de outros grandes nomes do estilo.

Beatles: o pontapé inicial para a revolução musical
Com os grupos de rock acontece a mesma coisa, muitos grupos começam tocando um som ainda "bruto" no começo de sua carreira e com o passar do tempo e com a experiência acabam amadurecendo musicalmente acrescentando uma dose de sofisticação à sua música. Talvez o melhor exemplo disso sejam os Beatles. O FabFour britânico iniciou sua carreira em 1963 com o excelente álbum de estreia “Please, Please Me”, trilha sonora perfeita para o otimismo da era no inicio da década, no qual apresentam um som ainda meio cru. Nos anos que seguiram a sua estreia eles lançaram alguns discos que mantiveram uma sonoridade próxima a do seu início de carreira, neste caso enquadram-se os sensacionais “Help!”(1965), “Beatles For Sale” (1964) “With The Beatles” (1963) e “A Hard Day’s Night” (1964). Porém, no período que vai de 1965 a 1967 os Beatles lançaram três álbuns, “Rubber Soul”, “Revolver” e “Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band” que elevariam o estilo musical do que chamamos de Rock & Roll a um nível artístico jamais visto até então. Quer gostem, quer não O fato é que os Beatles foram os grandes responsáveis pela explosão do Rock & Roll mundo afora nas décadas seguintes e que sem eles o Rock & Roll não seria um décimo do que ele representa hoje no cenário musical mundial, pois seu trabalho foi inovador em todos os sentidos: tanto na gravação, quanto na experimentação e na composição de suas músicas. O objeto dessa resenha é o álbum que marca a estreia da fase psicodélica dos garotos de Liverpool, “Rubber Soul” de 1965.
Em 1965 os FabFour já eram Superstars do rock e já mandavam no estúdio de gravação: os melhores horários de gravação eram reservados para eles, opinavam na escolha das capas e dos nomes dos discos. A própria capa do disco mostrando-os em uma foto com uma cara deformada e aparentemente nada feliz é um caso a parte nesta obra, bem como o nome do disco “Rubber Soul” uma paródia com o nome da banda (Beatles = Beat +Beatles) "Rubber Soul" seria tanto uma referencia a Soul Music quanto a Rubber Sole - Sola de Borracha.
Apesar de terem pouco tempo para trabalhar no disco, devido à longa turnê do álbum anterior “Help!”, "Rubber Soul” é brilhante do início ao fim como uma coletânea de singles.
O disco abre com a excelente “Drive My Car” um rock escrito por Paul ainda no estilo dos primeiros álbuns que contém um refrão bem marcante e uma letra que faz referência ao pouco conhecimento de Paul sobre automóveis, um tema incomum na carreira do Beatles. A segunda faixa do disco “Nowergian Wood (This Bird Has Flown)” marca uma verdadeira ruptura na carreira dos "Besouros". Pela primeira vez George Harrison faz uso da Sitar (um instrumento indiano). A bela melodia proveniente da sitar acompanhada pelo violão aliada a letra um tanto quanto estranha (falando sobre um caso extraconjugal de John na época) fazem desta canção um dos pontos altos do disco. A terceira faixa "You Won’t See Me" é uma música no estilo do álbum anterior “Help!” e é a segunda música dos Beatles com mais de 3 minutos de duração, uma inovação para a época. O lirismo de “Nowhere Man” marca outra ruptura na carreira dos Beatles, a estranha e melancólica letra da canção provém do fato de John Lennon não ter tido inspiração para compor outra música para cobrir sua cota de faixas no disco e, por isso, se sentir deslocado como um homem de lugar nenhum. “Think For Yourself”, a próxima canção do disco, composta por George Harrison, tem como ponto forte o uso da distorção na guitarra, que seria uma grande marca na carreira dos Beatles daqui pra frente. A sexta canção, “Word”, composta por John Lennon e Paul MacCartney (segundo o próprio sob efeito de maconha) traz pela primeira vez o tema amor sob um conceito universal. Esta canção se tornou um verdadeiro jargão do movimento Hippie. “Michelle” é a sétima canção do disco, mais uma excelente balada escrita por Paul MacCartney. A partir de "Help!" em cada álbum Paul nos presentearia com uma nova balada, vide “Yesterday” (de “Help!”), “Michelle” e “Eleanor Rigby” (de “Revolver”). “What Goes On” próxima faixa do disco marca a estreia de Ringo como compositor dentro dos Beatles. Juntamente com McCartney, ele ajeitou uma antiga canção de Lennon ao seu estilo de cantar. A oitava faixa do disco, um country rock que passa um pouco despercebido no meio de outras músicas do álbum, é apenas uma pequena mostra de todo o potencial de Ringo nos vocais que seria mais bem expresso nos dois álbuns que se seguiriam. “Girl”, escrita por John, é mais uma canção escrita por John que fala de um possível amor, sobre uma garota irreal, porém mais uma vez inovando nesta canção ele faz uma pequena divagação sob o cristianismo. “I’m Looking Through You” é mais uma canção de Paul na qual ele dá voz a sua revolta contra sua namorada Jane Asher que o abandonou temporariamente. A próxima canção do disco é simplesmente “In My Life”. Uma das mais belas letras escritas por John e um belíssimo trabalho vocal fazem desta canção junto com “Nowergian Wood (This Bird Has Flown)” um dos pontos altos deste disco. A próxima canção do disco “Wait” é uma composição Lennon-McCartney do álbum anterior “Help!"” que foi abandonada e finalizada para este disco. Mais uma canção ainda no estilo “Help”. A penúltima canção do disco “If I Nedeed Someone” é a segunda de Harrison no disco é precursora do sucesso “Here Comes The Sun” já que o vocal de Harrison é baseado no riff de guitarra, um dos mais memoráveis de Harrison em sua carreira nos Beatles. A última canção do disco é “Run For Your Life”. Escrita por John que acabou detestando-a, é uma canção que também passa despercebida em meio a outras canções do disco.
As gravações de “Rubber Soul” iniciaram-se em Outubro de 1965 e em 03 de Dezembro do mesmo ano o álbum já havia sido lançado no Reino Unido, com produção de George Martin. Além das 14 canções do disco foram lançadas mais duas músicas em um single, “Day Tripper” e “We Can Work It Out”, um duplo lado A não incluído no disco.
“Rubber Soul” pode até não ser o melhor disco do Beatles, porém até o seu ano de lançamento foi o disco mais revolucionário lançado na história. Além disso, este álbum foi o pontapé inicial para a revolução musical que o quarteto britânico iria promover nos dois álbuns seguintes “Revolver” de 1966 e “Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band” de 1967, que marcam o auge do experimentalismo no rock.

WoodstockFestival no Brasil, com Green Day e Linkin Park?
Acredite se quiser. A quarta edição do festival de Rock mais famoso de todos os tempos acontecerá no Brasil ainda este ano.
O WOODSTOCK BRAZIL 2010 será realizado na cidade de Itu, a cerca de 100km de São Paulo, no mês de outubro. A organização do evento, que tem à frente o empresário Eduardo Fischer, é da mesma empresa responsável pelo Maquinária Festival, realizado em 2009 na capital paulista.
Conforme o Terra, o festival será na Fazenda Maeda entre os dias 7, 8 e 9 de outubro. E de acordo com o empresário Eduardo Fischer, mais informações serão divulgadas dentro de 30 dias.
Dentre as atrações, supostamente estariam Green Day e LINKIN PARK.
A última edição de WOODSTOCK ocorreu em 1999, em Nova York.

Bohemian Rhapsody
"Bohemian Rhapsody" é uma canção composta por Freddie Mercury, gravada originalmente pela banda Queen em 1975 no álbum A Night at the Opera. Esta canção possui uma estrutura musical incomum para a música popular, o que a faz ser considerada por muitos uma obra de rock progressivo. Suas seis sessões não possuem um refrão. Foi lançada como compacto e tornou-se um estrondoso sucesso comercial. Ela esteve em 4 álbuns do Queen entre os 20 mais vendidos e teve um videoclipe que ficou conhecido mundialmente, marcando a carreira da banda. Essa música foi cantada também por Elton John junto com Axl Rose no tributo a Freddie Mercury em 1992.
Em 2008 uma pesquisa realizada com 10 mil pessoas no Reino Unido mostrou que "Bohemian Rhapsody", foi eleita a melhor canção pop de todos os tempos.[

The Corrs
The Corrs é uma banda de folk rock celta da Irlanda constituída por três irmãs e um irmão da família Corr: Sharon, Caroline, Andrea e Jim. Ganharam proeminência no final da década de 1990 e já ultrapassaram a marca de sessenta milhões de álbuns vendidos pelo mundo, com vários compactos atingindo a primeira posição das paradas na Europa, Austrália e Estados Unidos da América.
História
Todos os integrantes nasceram em Dundalk, Condado de Louth, filhos dos músicos Gerry e Jean Corr. Além de executarem seus instrumentos musicais usuais, todos tocam piano, que foi ensinado pelo seu pai. A banda foi formada para uma audição do filme de 1991 The Commitments. Jim, Sharon e Caroline tinham uma pequena participação como músicos, enquanto Andrea possuía uma fala como Sharon Rabbitte, a irmã do protagonista. Nessa época foram percebidos pelo seu futuro gerente, John Hughes.
Sua primeira apresentação de sucesso foi no The Late Late Show, na época apresentado por Gay Byrne, em 1993, executando a canção "Runaway". Apesar disso eram praticamente desconhecidos fora da Irlanda até 1994, quando embaixador estadunidense no país Jean Kennedy Smith convidou o grupo a se apresentarem em Boston na Copa do Mundo de 1994, o que levou o grupo posteriormente a abrir os concertos de Celine Dion em sua turnê mundial de 1996.

Pattie Boyd
Patricia Anne Boyd nasceu em 17 de Março de 1944 na Inglaterra. Modelo, atriz e fotógrafa, Pattie é conhecida por ter sido esposa de duas grandes estrelas do rock internacional, George Harrison e Eric Clapton, além de ser inspiração para algumas das músicas mais românticas de todos os tempos. Pattie foi uma modelo de sucesso durante a década de 1960 e 70, aparecendo na capa de várias revistas de moda como a versão britânica e italiana da Vogue.
Depois de conhecer George Harrison durante as filmagens de A Hard Day's Night em 1964, Pattie se casou com George no dia 21 de Janeiro de 1966. Ela foi a inspiração para uma das músicas mais famosas de George Harrison, Something de 1969 que é a segunda música mais regravada da história atrás apenas de Yesterday. A procura espiritual e a irrevogável infidelidade de Harrison acabaram por alienar Pattie, e eles se divorciaram em 9 de Junho de 1977.
A amizade de Eric Clapton com Harrison o aproximou de Pattie, com quem ele se apaixonou profundamente. Quando ela o recusou, Clapton escreveu a maior parte do álbum Layla and Other Assorted Love Songs de 1970, da banda Derek and The Dominos. O grande sucesso Layla foi inspirado em um poema do poeta Nizami Ganjavi chamado "The Story of Layla and Majnun". A história mexeu muito com Clapton, que alimentou seu vício por heroína e quase enlouqueceu por não poder se casar com Boyd. Pattie deixou George por Clapton, com quem se casou em 27 de Março de 1979.
Eric Clapton escreveu "Wonderful Tonight" em 1976, "Pretty Blue Eyes", "Golden Ring", "Never Make You Cry", "Pretty Girl" e inúmeras outras canções para Pattie. Porém, como em seu casamento com George, a imagem externa de casal perfeito escondia inúmeras crises. Ela divorciou de Clapton em Junho de 1988, depois de anos de violência e alcolismo por parte dele, além de uma série de casos e filhos ilegítimos.
George Harrison e Eric Clapton continuaram bons amigos apesar da disputa por Pattie. George conheceu Olivia Trindade Aires em 1974 e em 1 de agosto de 1978 nasceu seu primeiro e único filho, Dhani Harrison. George e Olivia, casaram-se em 2 de setembro do mesmo ano, um mês após o nascimento do filho. Eric Clapton conheceu em 1999 a artista Melia McEnery, de 23 anos, em Los Angeles. Eles se casaram em 2002 na cidade natal de Clapton, Ripley, na Inglaterra, e tiveram 3 filhas.
Já foi afirmado que John Lennon e Mick Jagger também flertaram com Pattie, Jagger admitiu que na década de 80 ele tentou (e falhou) seduzi-la por anos. Ela teve um caso com o futuro Rolling Stone Ronnie Wood em 1973, no fim de seu casamento com George. Pattie quebrou seu coração, influenciando o trabalho de outro músico, como a música "Breathe On Me".

John Lee Hooker
John Lee Hooker (22 de agosto de 1917 - 21 de junho de 2001) foi um influente cantor e guitarrista de blues americano, nascido em Clarksdale, Mississipi.
A carreira de Hooker começou em 1948 quando ele alcançou sucesso com o compacto "Boogie Chillen", apresentando um estilo meio falado que tornaria-se sua marca registrada. Ritmicamente, sua música era bastante livre, uma característica que ele tinha em comum com os primeiros músicos de delta blues. Sua entonação vocal era menos associada à música de bar em relação aos outros cantores de blues. Seu estilo casual e falado errado seria diminuído com o advento do blues elétrico das bandas de Chicago mas, mesmo quando não estava tocando sozinho, Hooker mantia as características primordiais de seu som.
Ele o fez, entretanto, levando adiante uma carreira solo, ainda mais popular devido ao surgimento de aficcionados por blues e música folk no começo dos anos 60 - ele inclusive passou a ser mais conhecido entre o público branco, e deu uma oportunidade ao iniciante Bob Dylan. Outro destaque de sua carreira aconteceu em 1989, quando se juntou à diversos astros convidados, incluindo Keith Richards e Carlos Santana, para a gravação de The Healer, que acabaria ganhando um Grammy.
Hooker gravou mais de 100 álbuns e viveu os últimos anos de sua vida em São Francisco, onde era dono de um clube noturno chamado "Boom Boom Room", nome este inspirado em um de seus sucessos

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