Nascimentos - 30 de Março
Em 30/03/1945: Nasce Eric Clapton. 65 ANOS
Fatos importantes - 30 de Março
Em 30/03/1956: A HMV Records edita o "Heartbreak Hotel", compacto de Elvis
A gravadora HMV Records edita o "Heartbreak Hotel / The King of Western Bop", primeiro compacto de Elvis Presley lançado na Inglaterra.
Em 30/03/1964: A imprensa noticia a primeira "batalha campal" entre os Mods e os Rockers
Em 30/03/1973: Hommy, versão americana da ópera-rock Tommy, estréia no Carnegie Hall
Em 30/03/1974: Ramones faz sua primeira apresentação ao vivo com Joey na bateria
Em 30/03/1968: Yardbirds se apresenta em show que resultaria no "Five Live Yardbirds"
The Yardbirds se apresenta ao vivo no Anderson Theater, em show que seria gravado e resultaria no LP "Five Live Yardbirds".
Em 30/03/1967: Música errada é tocada durante aparição de Jimi Hendrix no "Top Of The Pops"
Durante uma aparição do Jimi Hendrix Experience no programa televisivo "Top Of The Pops", um técnico de som coloca por engano como "backing track" a canção "Simon Smith And His Amazing Dancing Bear" de Alan Price, ao que Hendrix retruca: "ei cara, não sei a letra desta música!"
Em 30/03/1967: Feitas as sessões de fotos dos Beatles para a capa do "Sgt.Pepper's"
São feitas as sessões de fotos dos Beatles que seriam utilizadas na capa do "Sgt.Pepper's Lonely Hearts Clube Band".
Em 30/03/1976: Sex Pistols faz sua estréia ao vivo, tocando no "The 100 Club" em Londres
Em 30/03/1996: Beatles no primeiro posto das paradas britânicas com "Anthology vol 2"
30/03/00 - Lançamentos inéditos do Deep Purple
O Deep Purple Online está disponibilizando em edição limitada (e somente para compra online) dois vídeos inéditos do DEEP PURPLE: "Around The World Live 1995-1999" e "Bombay Calling - Live in India 1995", este último tratando-se de uma das primeiras apresentações de Steve Morse junto à banda. E de outro lado a Purple Records anunciou o lançamento do "Days May Come, Days May Go" que trará faixas inéditas e versões alternativas gravadas num ensaio da banda com o guitarrista Tommy Bolin em 1975, pouco antes dele ser incorporado à banda. Além da edição "normal" à ser distribuída normalmente haverá ainda uma edição contendo um cd bônus com outras faixas inéditas das mesmas sessões, que estará disponível apenas para compra via mail-order através da Deep Purple
30/03/02 - Hendrix: mais um DVD
Julho de 1969: até então, Jimi Hendrix, ainda no auge de sua fama, estranhamente não havia feito nenhuma aparição televisiva em seu país natal, os EUA; eis que, no dia 10, o guitarrista faz sua estréia no programa "Tonight Show", apresentado por Flip Wilson, e transmitido pela NBC de Nova Iorque, contando com seu amigo Billy Cox no baixo e Ed Shaughnessy na bateria.
Infelizmente o vídeo desta aparição não passou para a posteridade (existe somente uma gravação em áudio, de má qualidade sonora); entretanto, no dia 21, Hendrix voltaria a aparecer na TV americana, desta vez no "Dick Cavett Show", da TV ABC de Nova Iorque, onde durante quinze minutos é sabatinado pelo apresentador, e ao final toca uma versão de "Hear My Train A Comin'", ladeado pela orquestra(!) de Jack Rosembaum.
No mês seguinte, Jimi monta o "Gypsy Sun And Rainbows", juntamente com Billy Cox no baixo, Mitch Mitchell na bateria, os percussionistas Juma Sultan e Jerry Velez e o guitarrista Larry Lee, banda com o qual se apresentaria no lendário festival de Woodstock.
Mais tarde, em 8 de setembro, o guitarrista retorna ao programa de Dick Cavett, onde novamente concede uma entrevista, e toca "Izabella" e "Machine Gun", desta vez contando com o apoio de Cox no baixo, Mitchell na bateria e Juma na percussão. E na noite seguinte, ocorreria a derradeira apresentação da "Gypsy Sun And Rainbows", num clube de Nova Iorque.
Este período de transição da carreira de Jimi será retratado num DVD/VHS a sair em 14 de maio próximo, intitulado "Jimi Hendrix: The Dick Cavett Show", que trará as duas apresentações na íntegra, incluindo até os intervalos comerciais originais da época, além de um documentário contando histórias de bastidores, e entrevistas com as pessoas diretamente ligadas às duas aparições televisivas - incluindo Dick Cavett em pessoa.
30/03/04 - Eric Clapton lança tributo a Robert Johnson
Sempre que sentia perder o rumo de sua carreira, e não foram poucas vezes, o guitarrista Eric Clapton costumava recorrer ao blues do pioneiro Robert Johnson, o enigmático e lendário músico do Mississippi, que deixou apenas uma dúzia de músicas gravadas, nos anos 30, e morreu aos 27 anos. "Ele se tornou um farol para mim", diz Clapton, também uma lenda, para além do blues. E assim Clapton decidiu homenageá-lo com o álbum Me and Mr. Johnson, que chega às lojas na próxima semana.
Clapton lembra ter ouvido Robert Johnson pela primeira vez quando tinha 15 anos - hoje tem 59. "Eu não sabia bem o que fazer com aquilo", diz, sobre o álbum King of the Delta Blues. Agora sabe. Regravou pérolas como Travelin´ Riverside Blues, Stop Breakin´ Down Blues, Love in Vain, entre outras, orientando a banda a interpretá-las como se estivesse em um bar, tocando músicas triviais. Normalmente, uma proposta como esta teria poucas chances de convencer uma gravadora. Mas a história de Clapton com o blues é antiga, e seus fãs respondem bem às suas investidas no gênero, do que é prova o hit From the Cradle, de 1994.
30/03/04 - Guns N’Roses cancela show no Rock In Rio Lisboa
Dias após ter sido anunciada a saída do guitarrista Buckethead, o GUNS N'ROSES cancelou a sua participação no Rock In Rio-Lisboa. A organização do evento vai anunciar em breve quem substituirá a banda, porém já comunicou que os interessados em trocar ou devolver os ingressos desta data poderão fazê-lo entre os dias 12 e 30 de abril. O vocalista Axl Rose divulgou um comunicado oficial, onde, além de agradecer o guitarrista por ter feito "parte da família", ele diz: "Em meu nome e dos Guns N’ Roses, gostaria de pedir desculpas aos fãs que planejavam nos assistir no Rock in Rio-Lisboa. O Festival e sua história têm um grande significado para mim e, sinceramente, não gosto da sensação de perder a oportunidade de ser o primeiro artista a tocar em três edições".
30/03/07 - Geezer Butler: "Beatles mudou minha vida"
Sobre sua inspiração inicial para se tornar músico:“Eu queria ser um Beatle. Quando THE Beatles apareceu, eles me inspiraram completamente. Porque até lá meus irmãos gostavam de Elvis (Presley); minha irmã gostava muito dos imitadores ingleses do Elvis, como Cliff Richard e tudo o mais, e nenhum deles realmente chamava a minha atenção. Então não tinha nada para a minha geração até THE Beatles aparecer, daí fiquei interessado em música".
“E então quando eles chegaram à América, isso mostrou que a classe média inglesa podia se juntar e fazer música que todo mundo quer ouvir. A grande ambição foi, então, chegar à América. THE Beatles foi a primeira banda inglesa a fazer sucesso nos Estados Unidos. Então eles mostraram que era possível. Isso abriu as portas para todos os tipos de bandas inglesas".
“Porque naquele tempo na Inglaterra, parecia que muitas das bandas durariam tipo um ano ou dois, e aí acabariam. Então ser capaz de chegar à América abriria toda uma nova perspectiva na carreira, e isso mudou minha vida".
Ozzy OsbourneSingle do novo álbum "Scream" em CSI New York
De acordo com o USA Today, a música "Let Me Hear You Scream", do novo álbum de Ozzy Osbourne, "Scream" terá sua estreia em um episódio de CSI: Nova Iorque, que irá ao ar na CBS no dia 14 de abril.
O novo álbum de Ozzy, o décimo de sua carreira, originalmente seria intitulado "Soul Sucka", mas teve seu título mudado depois de reclamações dos fãs. O Príncipe das Trevas comentou sobre a mudança à Rolling Stone: "Quando nós colocamos isso na internet ninguém da minha base de fãs gostou do título. Eles estavam tipo: 'Não posso me imaginar andando pela minha casa com as palavras 'Soul Sucka' na minha camiseta'. Então eu tipo... 'Foda-se, tenho que arrumar algo diferente!'"
Chuck Berry
Chuck Berry ou Charles Edward Anderson Berry (Saint Louis, Missouri, 18 de outubro de 1926) é um compositor, cantor e guitarrista americano. É apontado por muitos como o inventor do rock and roll
Rock and roll
Berry foi influenciado por Nat King Cole, Louis Jordan e Muddy Waters, que acabaria o apresentando a Leonard Chess, da gravadora Chess. Enquanto ainda existem controvérsias sobre quem lançou o primeiro disco de rock, as primeiras gravações de Chuck Berry, como "Maybellene", de 1955, sintetizavam totalmente o formato rock and roll, combinando blues com música country e versos juvenis sobre garotas e carros, com dicção impecável e diferentes solos de guitarra.
A maioria de suas gravações mais famosas foram lançadas pela Chess Records, com o pianista Johnnie Johnson, o baixista Willie Dixon e o baterista Fred Below. Juntamente com o guitarrista Berry, eles se tornaram o sumário de uma banda de rock.
Durante sua carreira ele gravaria tanto baladas românticas (como "Havana Moon") quanto blues ("Wee Wee Hours"), mas foi no recém-nascido rock que Berry ganhou sua fama. Ele gravou mais de trinta sucessos a aparecerem no Top Ten, e suas canções ganharam versões de centenas de músicos de blues, country e rock and roll. Entre seus clássicos podemos citar "Roll Over Beethoven", "Sweet Little Sixteen", "Route 66", "Memphis, Tennessee", "Johnny B. Goode" (que possui provavelmente a mais famosa introdução de guitarra da história do rock), "Nadine", entre outras.
Quando jovem, Berry passou três anos em um reformatório por tentativa de assalto. Mas acusação pior viria em 1959, quando ele convidou uma índia apache de 14 anos que havia conhecido no México para trabalhar em seu clube noturno em St. Louis. A garota acabaria sendo pega pela polícia, assim como Berry, que foi acusado de entrar com uma menor nos limites do estado com propósitos sexuais. Ele foi condenado a cinco anos de prisão e multado em 5,000 dólares. Chuck foi solto em 1963, mas seus dias de glória ficaram para trás. Mesmo assim ele ainda obteve sucessos com "You never can tell" e "No particular no place to go", lançada em 1964. Em 1966 ele gravou pelo selo Mercury Records uma compilação de todos os seus sucessos, utilizando técnicas mais modernas de gravação. A partir de então, Chuck Berry raramente voltaria a lançar músicas novas, preferindo capitalizar para si o sucesso que suas canções clássicas tinham junto ao público.
Como exemplo de sua influência profunda, podemos lembrar das bandas inglesas dos anos 60. The Beatles, Animals, Rolling Stones, entre outros, regravaram suas músicas. Os Rolling Stones literalmente basearam seu estilo de tocar rock 'n' roll no dele. Quando Keith Richards premiou Berry no Hall da Fama, disse: "É difícil pra mim apresentar Chuck Berry, porque eu copiei todos os acordes que ele já tocou!"
Chuck viajou em turnê por muitos anos carregando apenas sua guitarra Gibson, confiante no fato de que poderia contratar uma banda que conhecia suas músicas em qualquer lugar que ele fosse. Entre os muitos artistas que serviram de apoio para Berry estiveram Bruce Springsteen e Steve Miller.
Depois de tocar seus maiores sucessos durante os anos 70, inclusive lançando um álbum ao vivo que foi grande sucesso comercial (London Sessions, de 1972), Berry teve problemas legais novamente em 1979, quando foi considerado culpado de sonegação de impostos. Ele foi sentenciado a quatro meses de prisão e a cumprir 1,000 horas de trabalho comunitário fazendo shows beneficentes.
Em 1986, Keith Richards organizou para seu ídolo confesso um grande show para comemorar seus 60 anos, realizado em Saint Louis. Nele foi filmado o documentário "Hail!Hail!Rock 'n' Roll", no qual Chuck Berry, acompanhado de Etta James, Julian Lennon, Robert Cray, Eric Clapton, entre outros convidados, celebrava sua carreira. Foi o seu último grande momento artístico na mídia, embora tenha continuado nos anos seguintes a fazer turnês. Chuck Berry teve seis de suas músicas incluidas na Lista das 500 melhores canções de sempre da Revista Rolling Stone, sendo "Johnny B. Goode" a sétima da lista. Com relação à sua música mais famosa, "Johnny B. Goode", há, ainda, a curiosidade de ser um dos sons humanos levados pelas naves Voyager 1 e 2 para o espaço, caso haja contato com seres extraterrestres.
Em junho de 2008, Chuck Berry realizou shows nas cidades de Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, e em agosto de 2009 em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Fortaleza
Rock and Roll Music
KING CREOLE (ÁLBUM)
King Creole é um LP que contém a trilha sonora do filme de mesmo nome de Elvis Presley lançado em 1958.
Ambos, filme e trilha, são considerados um dos melhores momentos da carreira de Elvis, pois vários nomes influentes da imprensa da época, teceram elogios à atuação de Elvis. A trilha é talvez a melhor da década de 50. É um álbum altamente eclético, tanto na qualidade de produção, quanto na performance arrebatadora de Elvis; são considerados, trilha e filme, de qualidade altíssima, ou seja, para poucos entenderem, ainda, segundo alguns, só para aqueles que não se limitam a gostar de uma fase de Elvis e sim analisar cada fase e filme independente de convicções preconceituosas.
Seus fãs mais analíticos dizem que é o tipo de filme e trilha que estava e ainda está à frente do seu tempo, sendo ambas entendidas com o passar dos anos, sendo assim, ainda serão revistas e aclamadas por todos. Segundo os mesmos, os destaques musicais são: "King Creole", "Trouble", "Hard Headed Woman", "Dixieland Rock", "Crawfish", "New Orleans" e "Steadfest, Loyal and True", que conta com um vocal grave considerado perfeito de Elvis. A canção "Danny" (nome do personagem de Elvis) foi registrada durante a gravação do álbum, mas só foi lançada em 1978.
Informações adicionais
Como o filme é ambientado em New Orleans, os produtores musicais providenciaram um conjunto de metais que caracterizasse o ritmo da Louisiana, o que faz este disco possuir um som único e até mesmo singular dentro da discografia de Elvis.
Na canção "As Long As I Have You" a voz de Elvis se sobressai de forma surpreendente, o que levou um analista de jazz a qualificar o rei do rock como "um curioso barítono de Hollywood".
"Hard Headed Woman" é classificada por alguns como um "jazz-rock", essa canção foi gravada em 1958 e composta por Claude Demetrius, portanto, bem antes do surgimento oficial desse gênero musical no final da década de 60.
Eric Clapton
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Eric Patrick Clapton CBE (Ripley, 30 de março de 1945) é um guitarrista, cantor e compositor britânico. Apelidado de Slow Hand, é considerado um dos melhores guitarristas do mundo.
Embora seu estilo musical tenha variado ao longo de sua carreira, Clapton sempre teve suas raízes ligadas ao blues. Clapton foi considerado inovador pelos críticos em várias fases distintas de sua carreira, atingindo sucesso tanto de crítica quanto de público e tendo várias canções listadas entre as mais populares de todos os tempos, tais como "Layla", "Wonderful Tonight" e a regravação de "I Shot the Sheriff", de Bob Marley.
Em 2004 foi condecorado com o título de Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE).
Infância e início da carreira
Clapton nasceu em Ripley, na Inglaterra, Sua mãe era solteira e com 16 anos de idade. Foi criado pela sua avó e pelo marido desta, acreditando que eles eram seus pais e que sua mãe era sua irmã mais velha. Descobriu a verdade aos 9 anos de idade, e essa revelação foi um momento muito marcante na sua vida. Depois disso, ele deixou de se aplicar na escola e se tornou um garoto calado, tímido, solitário e distante de sua família.
Seu primeiro emprego foi como carteiro e, aos 13 anos de idade, ganhou seu primeiro violão. Apesar da dificuldade inicial de aprender a tocar o instrumento, quase desistindo, acabou se esforçando para tocar os primeiros acordes influenciado por canções antigas de blues, que tentava reproduzir. Em pouco tempo, já dedicava horas diárias ao aprendizado, e foi conseguindo dominar o instrumento.
Depois de completar o ensino básico, em 1962 Clapton fez um ano introdutório na Kingston College of Art, mas não continuou o curso. Em janeiro de 1963, ingressou na banda The Roosters, onde permaneceu até agosto do mesmo ano.
O surgimento de Clapton
Ainda em 63, passou a integrar a banda Yardbirds, que começava a fazer sucesso na Grã-Bretanha. Entretanto, fiel à suas raízes blues, recusou-se a seguir a direção pop escolhida pelo grupo, e acabou saindo em março de 1965. Depois de um tempo em empregos temporários, entrou para a John Mayall & the Bluesbreakers, estabelecendo seu nome como músico de blues e inspirando o fanatismo de jovens que pichavam Londres com a inscrição "Clapton is God" ("Clapton é Deus").
Ele largou os Bluesbreakers em 1966 e então formou o Cream, um dos primeiros "power trios" do rock, com Jack Bruce e Ginger Baker. Foi nessa época que Eric começou a desenvolver-se como cantor, embora Bruce, um dos melhores vocalistas do rock, fizesse a maioria dos vocais.
No final de 1966 o status de Clapton como melhor guitarrista da Grã-Bretanha foi abalado com a chegada de Jimi Hendrix. Hendrix compareceu a uma das primeiras apresentações do Cream, no London Polytechnic em 1 de outubro de 1966, e tocou uma jam com a banda durante "Killing Floor". Eric imediatamente percebeu que havia ganho um imbatível adversário, cujo carisma era igualado somente por sua incrível técnica na guitarra. Os primeiros shows de Hendrix no Reino Unido foram assistidos pela maioria dos astros da música britânica, incluindo Clapton, Pete Townshend e os Beatles. A chegada do americano teria um impacto profundo e imediato na próxima etapa da carreira de Clapton.
Fim do Cream
Embora o Cream seja apresentado como um dos melhores grupos de sua geração, a banda teve vida curta. As lendárias brigas internas - especialmente entre Bruce e Baker - aumentaram a tensão entre os três integrantes, levando ao fim do trio. Outro fator significante foi uma crítica pesada da revista Rolling Stone de um dos shows do Cream, o que afetou Clapton profundamente.
Goodbye, álbum de despedida da banda, apresentava faixas ao vivo gravadas no Royal Albert Hall, assim como a versão de estúdio de "Badge", composta por Eric e George Harrison.
A amizade próxima dos dois resultou na performance de Clapton em "While My Guitar Gently Weeps", lançada no White Album dos Beatles. Ao acompanhar de perto o sofrimento da esposa de Harrison, Pattie Boyd, que vivia abandonada em razão do interesse do marido pela cultura hindu, Eric acabou se apaixonando. E o sofrimento por amar a mulher de seu melhor amigo o inspiraria a compor uma das suas canções mais conhecidas: "Layla".
Uma segunda participação em outro super grupo, o menos-sucedido Blind Faith (1969), com Baker, Steve Winwood e Rick Grech, resultou em um álbum fraco e uma turnê norte-americana cancelada. Já aí Clapton estava cansado de sua fama e do burburinho que cercava o Cream e o Blind Faith, além de ter ficado profundamente afetado pela música do The Band – com o qual de fato ele já havia pedido para se juntar depois do fim do Cream. Clapton então decidiu ficar um pouco nas sombras, e passou a viajar em turnê como convidado do grupo americano Delaney and Bonnie and Friends. Ele tornou-se amigo íntimo de Delaney Bramlett, que o encorajou a voltar a compor e a cantar.
Solo
Usando a banda de apoio de Bramletts e um elenco estelar de músicos de estúdio, Clapton lançou seu primeiro disco solo em 1970, que trazia uma de suas melhores composições: "Let It Rain".
Se apropriando da seção rítmica do Delaney & Bonnie – Bobby Whitlock (teclado, vocais), Carl Radle (baixo) e Jim Gordon (bateria) – ele formou uma nova banda com a intenção de contrastar com o culto de "estrelismo" que crescera a sua volta e mostrar Clapton como um integrante no mesmo patamar dos demais. Isto tornou-se ainda mais evidente com a escolha do nome – Derek and the Dominos – que veio de uma piada nos bastidores do primeiro show da banda.
Trabalhando no Criterion Studios em Miami com o produtor Tom Dowd, a banda gravou um brilhante álbum duplo, hoje em dia considerado como a obra-prima de Clapton: Layla and Other Assorted Love Songs. A maioria do material, incluindo a faixa título, foram inspirados pelo conto árabe Majnun e Layla e mostravam o grande amor não declarado de Clapton por Patti Harrison. "Layla" foi gravada em duas sessões distintas; a seção de abertura na guitarra foi gravada primeiro, e para a segunda seção, o baterista Jim Gordon compôs e tocou o elegante trecho ao piano.
Mas a tragédia marcou o grupo durante sua breve carreira. Durante as sessões, Clapton ficou devastado com a notícia da morte de Jimi Hendrix; a banda gravou uma versão tocante de "Little Wing" como um tributo a ele, adicionando-a ao álbum. Um ano depois, Duane Allman morreu em um acidente de motocicleta. Contribuindo mais para o sofrimento de Clapton, o álbum Layla receberia somente algumas poucas críticas neutras quando de seu lançamento.
Drogas e álcool
O esfacelado grupo resolveu iniciar uma turnê norte-americana. Apesar da admissão posterior de Clapton de que a turnê ocorreu em meio a uma verdadeira orgia de drogas e álcool, aquilo acabou resultando em um poderoso álbum ao vivo, In Concert. Mas o grupo se desintegraria pouco tempo depois em Londres, na véspera da gravação de seu segundo LP de estúdio. Embora Radle tenha continuado a trabalhar com Clapton por vários anos, a briga entre Eric e Bobby Whitlock foi aparentemente feia, e eles nunca mais voltariam a tocar juntos. Outra trágica nota de rodapé para a história do Dominos foi o destino de seu baterista Jim Gordon, que sofria de esquizofrenia não-diagnosticada – anos depois, durante um surto psicótico, ele mataria a própria mãe a marretadas, sendo confinado em um hospício, onde permanece até hoje.
Apesar de seu sucesso, a vida pessoal de Clapton encontrava-se em estado deplorável. Além de sua paixão por Pattie Boyd-Harrison, ele parou de tocar e se apresentar e tornou-se viciado em heroína, o que resultou em um hiato em sua carreira. A única interrupção notável desse hiato foi sua participação no Concerto para Bangladesh - organizado por George Harrison - e, depois, pelo "Rainbow Concert", organizado por Pete Townshend do The Who para ajudar Clapton a largar as drogas.
Clapton devolveu a gentileza ao interpretar o "Pregador" na versão cinematográfica de Tommy em 1975; sua aparição no filme (tocando "Eyesight To The Blind") é notável pelo fato de ele estar claramente usando uma barba falsa em algumas sequências – o resultado de ele impensadamente raspar sua barba entre as gravações!
Relativamente limpo novamente, Clapton começou a organizar uma nova e forte banda, que incluía Radle, o guitarrista George Terry, o baterista Jamie Oldaker e as backing vocals Yvonne Elliman e Marcy Levy. Eles viajaram em turnê ao redor do mundo, posteriormente lançando o soberbo E.C. Was Here (1975).
Clapton lançou 461 Ocean Boulevard em 1974, álbum mais enfatizado nas canções ao invés de sua técnica na guitarra. Sua versão de "I Shot The Sheriff" foi um grande sucesso, sendo importante ao apresentar o reggae e a música de Bob Marley para um público mais extenso. Ele também promoveu o trabalho do cantor-compositor-guitarrista J.J.Cale.
Eric continuou a gravar e a fazer turnês regulares, mas a maioria de seu trabalho desta época foi deliberadamente mais calmo, fracassando em obter a mesma repercussão do início de sua carreira.
Maré de azar
Em 1976 Clapton foi o centro de polêmicas acusações de racismo, ao protestar contra a imigração crescente durante um show em Birmingham. Clapton disse que a Inglaterra estava "se tornando superpopulada" e implorou para que a platéia votasse em Enoch Powell para impedir que a Grã-Bretanha virasse uma "colônia negra". Seus comentários motivariam diretamente a criação do evento Rock Against Racism. Apesar do impacto negativo em sua carreira e reputação, Clapton sempre se recusou a diminuir o episódio e negou que havia alguma contradição entre seu ponto de vista político e sua carreira baseada essencialmente num formato musical criado pelos negros. Nesta mesma época, seu nome começou a aparecer em álbuns lançados no Japão como "Eric Crapton" ("Crap" = "Fezes"), embora isso seja provavelmente mais um caso de " engrish" do que de malevolência.
O final dos anos 1970 viu um Clapton com dificuldades de se acertar com a música popular, causando uma recaída no alcoolismo que o levou a ser hospitalizado e depois internado para um período de convalescência em Antígua, onde ele mais tarde apoiaria a criação de um centro de reabilitação.
Em 1985 Clapton conheceu Yvone Khan Kelly, com quem ele começaria um relacionamento. Eles tiveram uma filha, Ruth, que nasceu no mesmo ano. Clapton se divorciaria de Pattie Boyd em 1988.
No começo dos anos 1990 a tragédia voltaria a atormentar a vida de Clapton em duas ocasiões. No dia 27 de agosto de 1990 o guitarrista Stevie Ray Vaughan (que estava em turnê com Eric) e dois membros de sua equipe de apoio morreram em um acidente de helicóptero. No ano seguinte, em 20 de março de 1991, Conor, filho de quatro anos de Clapton com a modelo italiana Lori Del Santo, morreu depois de cair da janela de um apartamento. Um instantâneo da dor de Clapton pôde ser visto com a canção "Tears In Heaven", My Father's Eyes (Pilgrim, 1998) e Circus Left Town (Pilgrim, 1998).
Slow Hand ressurgindo
Assim como MTV Unplugged (vencedor do Grammy em 1993), seu álbum From The Cradle trazia várias versões de antigos sucessos do blues, dando destaque a seu estilo econômico no violão. Em 1997, ele gravou um álbum de música eletrônica sob o pseudônimo de TDF, Retail Therapy, terminando o século XX com aclamadas parcerias com Carlos Santana e B. B. King.
Em 1999, Clapton, então com 56 anos, conheceu a artista gráfica Melia McEnery, 25, em Los Angeles enquanto trabalhava em um álbum com B. B. King. Eles se casaram em 2002 e tiveram três filhas, Julia Rose (2001), Ella May (2003) e Sophie, nascida em 2005.
Tão conhecido quanto Clapton é o seu costume de usar uma variedade de guitarras. No começo de sua carreira, ele usava uma Gibson Les Paul do final dos anos 1970, sendo parcialmente responsável pela reintrodução do estilo original da Les Paul pela Gibson.
Mais tarde, Clapton começou a usar Stratocasters da Fender. A mais famosa de todas as suas guitarras foi Blackie, montada com pedaços de várias Strats e que ele usou até os anos 1990, Depois, por medo de danificá-la, guardou em casa, e não a levou mais aos palcos. Por fim, Clapton se desfez da "Blackie" por U$959,500 no leilão organizado pela Christie's de Nova York, em benefício do centro de reabilitação Crossroads.
Em 1988, Clapton foi honrado pela fábrica de guitarras Fender com a introdução de uma Stratocaster feita sob medida para ele, juntamente com Yngwie Malmsteen. Aquelas foram as primeiras guitarras modeladas para artistas na famosa série "Signature" da Stratocaster, que desde então incluiu modelos para Jeff Beck, Buddy Guy e Stevie Ray Vaughan, entre outros.
Em 1999, Clapton levou a leilão parte de sua coleção de guitarras para levantar fundos para o Crossroads, centro de reabilitação para viciados que ele fundou na Antígua em 1997. O montante total conseguido no leilão pela Christie’s foi de U$7,438,624.
Em 3 de novembro de 2004, Clapton é condecorado com o título de Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE).
Discografia
1963 Sonny Boy Williamson and The Yardbirds (com Yardbirds)
1964 Five Live Yardbirds (com Yardbirds)
1965 For your love (com Yardbirds - coletânea americana)
1965 Having a Rave Up (com Yardbirds - coletânea americana)
1966 Bluesbreakers with Eric Clapton (The Beano) (com John Mayall and The Bluesbreakers)
1966 Fresh Cream (com Cream)
1967 Disraeli Gears (com Cream)
1968 Wheels of Fire (com Cream)
1969 Goodbye Cream (com Cream)
1969 Blind Faith (com Blind Faith)
1969 Best of Cream (com Cream - coletânea)
1970 On Tour with Eric Clapton (com Delaney & Bonnie & Friends)
1970 Live Cream (com Cream - coletânea ao vivo)
1970 Eric Clapton
1970 Layla and Other Assorted Love Songs (com Derek and the Dominoes)
1971 The Yardbirds Featuring Performances by: Jeff Beck, Eric Clapton, and Jimmy Page (com Yardbirds - coletânea)
1972 Live Cream Volume II (com Cream - coletânea ao vivo)
1972 Heavy Cream (com Cream - coletânea)
1972 History of Eric Clapton (coletânea)
1972 Eric Clapton at His Best (coletânea)
1973 Clapton (coletânea)
1973 Live at the Fillmore (como Derek and the Dominoes) (ao vivo em 1970)
1973 Eric Clapton's Rainbow Concert (ao vivo em 1972)
1974 461 Ocean Boulevard
1975 There's One in Every Crowd
1975 E.C. Was Here (ao vivo em 1975)
1976 No Reason to Cry
1977 Slowhand
1978 Backless
1980 Just One Night (duplo; ao vivo em 1979)
1981 Another Ticket
1982 Time Pieces: Best Of Eric Clapton (1970-1978)
1983 Money and Cigarettes
1984 Too Much Monkey Business
1984 Backtrackin'
1985 Behind the Sun
1986 August
1987 The Cream of Eric Clapton
1988 Crossroads (Box Set)
1989 Homeboy
1989 Journeyman
1990 The Layla Sessions (como Derek and the Dominoes) (Boxset comerando os 20 anos de lançamento)
1991 24 Nights (ao vivo em 1990)
1992 Rush
1992 Unplugged (ao vivo em 1992)
1994 From the Cradle
1995 The Cream of Clapton
1996 Crossroads 2: Live in the Seventies (CD quádruplo, gravações ao vivo de 1974 a 1978)
1998 Pilgrim
1999 The Blues (álbum duplo)
1999 Clapton Chronicles: The Best of Eric Clapton
2000 Riding With the King (com B.B. King)
2001 Reptile
2002 One More Car, One More Rider (ao vivo em 2001)
2004 Me and Mr. Johnson (versões de músicas de Robert Johnson)
2005 Back Home (álbum de estúdio)
2006 Road To Escondido" (álbum gravado com JJ Cale)
2007 Complete Clapton
2009 Eric Clapton and Steve Winwood (Live from Madson Square Garden)
terça-feira, 30 de março de 2010
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